Desistir é muito fácil. Tão fácil quanto fechar os olhos e observar o
mundo se movimentar a sua volta sem freios nem tempo para descanso. Não
acreditar no amor, da mesma forma, pode ser muito fácil. É só você
desaparecer, se ressentir ou mesmo tentar não ter sentimentos para que
você se torne uma pessoa blasé, entediada de tudo e todos.
Não há
receita simples ou complicada para amar. o pré-requisito básico está
presente por toda a humanidade e por todo o tempo do mundo: Viver.
Não
gosto quando todos insistem em se mostrar totalmente irracionais e
proclamam em alto e bom som "Não acredito no amor", afinal, assim como
fé e religião, amor possui as mais diversas concepções do mundo. É
inegável tentar não falar em todas as vezes que você já viu o amor.
Quando ficou sabendo de um transplante de órgão, da sua mãe que limpava
sua fralda, da criança que apanha no lugar dos seus irmãos e diversas
outras situações que se não fossem por amor poderíamos interpretar todos
os agentes dessas ações como puros e completos idiotas da marca maior.
Possui
alguma razão biológica para que isso aconteça, digo, o amor? Afinal o
que é o amor para que possamos tanto gritarmos que nunca iremos tê-los?
Somos tão jovens e NUNCA, eu disse NUNCA, encontrei algum velhinho
experiente que me dissesse "Não confie no amor". Será que somos tão
verdes a ponto de nos tornarmos tão pretensiosos no que diz respeito a
vida?
Então quer dizer que não sabe, não experimentou, não acredita
no amor? E o que é o sentimento de vontade, Aquela sensação de que se você não tem uma pessoa então não vale a pena passar por isso tudo sozinho.
Será que todo mundo nesse mundo apenas se tolera?
Queria ter alguma lógica por aqui, mas quando tratamos de um sentimento em que:
1-
Te faz realizar ações idiotas. (Sair na chuva. Gastar mais do que devia
compremetendo todo o orçamento do mês. Ficar excitado no cinema,
passando vergonha na hora de sair)
2- Te faz querer que aquilo dure
para sempre, o que é extremamente irreal, visto que TODO mundo sabe que o
para sempre, não existe.
E por fim, mas não menos importante:
3 - Sua felicidade está totalmente condicionada a efetiva Felicidade de outra pessoa.
E
mesmo com todas essas imposições, todas essas barreiras o que mais
vimos são casais que se proclamam apaixonados, em alto e bom tom. as
histórias de amor são sempre as mesmas, Um típico conto de garoto que
encontra garota, e as histórias continuam sempre as mesmas, sempre e
para sempre, porque o amor sempre existiu, mas a gente, como bons ateus
de quarto, não nos demos o luxo de ir para fora e abrir o coração.
Todo
mundo quer se apaixonar mas sem sofrer nem se entregar e TODO MUNDO
acha que já sofreu demais, que depois da última vez, nunca mais. Todo mundo quer amar... mas tem medo de acabar gostando. Eu amo. Sempre amarei. Segura minha mão e eu te mostro como é esse desafio perpétuo. Como é Incrível te amar.
|
Dramático
19:50
| Author:
Johnny, The King of Neverwhere
Você deveria adorar quando eu faço drama. Quando jogo tudo pro alto e grito para os céus que a sorte me abandonou. Que minha mulher não me ama e que não tenho para onde voltar. Deveria agradecer a cada momento em que me escondo e saio pelas ruas, com uma garrafa de desespero nas mãos e um desalento besta no peito. Quando retorno e derramo lágrimas de perdão. Quando te abraço e falo que eu nunca vou largar. Quando te beijo e te convido para me amar.
Se não fosse pelo drama, não ia existir o exagero. Não ia existir o exagero dramático de te amar.
Você se parece comigo... E eu me pareço tanto com você. O que seria de você sem mim? O que seria de mim sem você? O que seria de nós dois?.... Eu me pergunto....
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Dois corpos unidos. Não é uma coisa nojenta, não é bizarro, não é imoral. É Poesia. É onde tudo vai parar.
Saímos de casa, conhecemos pessoas, somos legais, nos apaixonamos, amamos, com apenas um objetivo: para que a natureza faça sua parte e execute o programa que está impregnado em nosso DNA: A Reprodução.
A necessidade é fisiológica, mas além disso.. é espiritual. Estar em conexão com outra pessoa é necessário para poder abandonar sua própria concepção de si mesmo. Deixar de ser egoísta e e abandonar seu próprio ego.
Não vou dizer que muitos se perderam no caminho e confundiram o remédio com uma droga. Tentaram sanar suas próprias incertezas se oferecendo demais, querendo demais. Sexo é só sexo, eles dizem, eles querem te enganar, querem esconder que sentem a mesma necessidade de conexão e a escondem justamente porque em nossas vidas temos que ser fortes para nos mantermos por cima, não podemos confiar tanto em alguém.
Solidão se torna uma aliada. Sexo sem compromisso, sem paixão, sem vontade. Apenas animais em copula, coito, fornicação.
Não confiamos em pessoas mas ainda sonhamos com alguém que possamos abraçar, tocar e se sentir a vontade ao lado, pois em um mundo perfeito o sexo é a perfeita expressão do amor. Você não é você. Você não é o outro. Vocês são Dois, sendo Um.
Ele olhava
encantado para beleza do ser a sua frente. Pupilas dilatadas. Coração
acelerado. Foi isso o que ela encontrou quando vagarosamente abriu os olhos e
se viu cercada por uma pequena quantidade de água em algum tipo de recipiente
feito de rocha ainda desconhecido para a garota, o que tradicionalmente
conhecemos como banheira.
Ele se
aproximou para tentar escutar algum som de respiraçãoda garota enquanto ela
tentava se esconder se afundando precariamente na banheira.
Um lugar
apertado compunha o cenário para os dois: Homem e Sereia. O chão alagado pelos
movimentos incertos da cauda que espalhava e espirrava água até o rosto do
rapaz. Ela exaltada, com os olhos esbugalhados tentava de alguma forma se
afastar e se livrar de tal pesadelo. Onde estava toda a normalidade do fundo do
mar? Onde estavam seus amigos linguados, conhecidos camarões ou amantes bagres?
Ela simplesmente não sabia. Tinha acordado em um lugar estranho e apertado, com
um mortal a seus pés e com intenções que ela ainda desconhecia.
-CALMA!
Calma... Calma.. – Disse ele ainda incerto se esse era realmente o jeito certo
de se tratar um ser mitológico – Está tudo bem.... Você consegue me compreender.
Ela parou de
se mexer. Vagarosamente lançou seu olhar pousando no semblante do pobre coitado
a sua frente.
-Não – Disse
ela – Não está tudo bem.
Assustado com
a voz tão melodiosa ele se pegou petrificado e teve que reunir todas as forças
para revidar tal frase.
- Eu não vou
te machucar...
- Ótima
maneira de me ajudar. Me prendendo em um covil para que realize suas tão vis atitudes
mortais.
-A única coisa
que espero é a minha obra prima... Apenas quero pintá-la e fazer de você uma
obra prima eterna, que vai cativar a todos. Oh céus, você é justamente o que eu
procurava.
- Não trago
Boa Sorte e sou a tempestade em sua vida. Em mim nada vai encontrar de bom, sua
obra será maldita e você não encontrará paz enquanto me tiver em sua posse. Sou
eu que trago a morte dos marujos e me alimento de toda a esperança inútil que
vós, mortais carregam em seu interior. – Sua voz era como as trovoadas em alto
mar, batendo nas paredes e chicoteando a vontade do rapaz – Me liberte, ou
sofra as conseqüências....
Um sorriso
torto passou pela boca do rapaz.
- Descanse...
Quer alguma coisa? Você se alimenta?
Diante do
silêncio ele apenas fez o mais sensato a fazer: Deixou uma mulher sozinha, com
seus próprios pensamentos.
...
O dia seguinte
amanheceu nublado e ele achou um clima ideal para começar. Arrumou suas
ferramentas: Pincel, tela, suporte. Vagarosamente abriu a porta. Ela estava
terrivelmente pálida e triste, o que lhe provocou um aperto no coração. Uma
garota tão linda não deveria ficar triste.
Jogando alguns
olhares de canto de olho ele começou a arrumar o material, meio receoso com o
olhar enevoado que a sereia lançava para a pequena janela de onde vinha os
raios de sol.
Começou a
trabalhar.
Silêncio.
Ele
trabalhava.
Ela lhe lançou
um olhar.
Esperança.
- Você tem um
nome? – Ele disse
Ela permaneceu
calada.
Mas
por pouco tempo.
-
Meu nome é inefável. Você não conseguiria entender...
-
A gente pode tentar.
Nada.
Ela não iria romper todas as suas barreiras. Era muito cedo para que ela lhe
confiasse um bem tão valioso quanto seu...
-
Medeia – Disse ela.
Meio
confuso ele lhe responde:
-
Don, pode me chamar de Don.
...
Os dias se
passavam como usualmente passam todos os dias.
Alguns dias
ela lhe revelava alguma coisa ou simplesmente lhe perguntava como estava o
tempo lá fora, já em outros ela se fechava ou esbravejava com impaciência. Mas,
de fato, ele até admirava, mesmo que às vezes ela lhe mordesse ou lhe acertasse
coisas, por vezes violentamente a barbatana, lhe causando marcas terríveis. Mas
ele se divertia e lhe falava dos seus sonhos e gostos. E como desejava saber
como era o fundo do mar.
- Repleto de
tesouros, aposto!
E ela se
calava e sorria.
Ele tentava entendê-la
e Ela não se preocupava em responder pacientemente sobre a solidão dos
plânctons.
- A corrente é
fria no seu verão e eu me recolho dentro de uma ostra que me serve como...
como... como vocês chamam? CAMA, é isso, cama. E no seu inverno uma corrente
escaldante passa pelos oceanos onde me lavo e me deixo guiar pelos pensamentos –
lhe disse certa vez – Você não sabe o que é nadar pelos oceanos, Don...
Repousando seu
pincel ele lhe encarava, tentando se localizar.
- Quando você
fala eu posso sentir... Você realmente tem muito amor em suas palavras.
- Amor não
existe. É só uma invenção humana.
- Não é bem
assim, talvez a palavra possa ter sido feita por humanos, mas acredito que até
mesmo entre seu povo haja alguma coisa similar! Afinal vocês não ficam juntos,
não se protegem ou até mesmo tenham companheiros? Você não se apega a nada?
Nunca teve amantes?...
-Alguns -
disse ela com desdém – Não é fácil acreditar em certas coisas, sendo sereias.
Somos feitas para sermos terríveis e adoráveis. Tudo em mim foi feita com um
único objetivo: Te Encantar e fazer você buscar sentido em tudo aquilo que eu
digo, faço ou executo. Somos sereias e como tal dependemos de nosso encanto
para tudo em nossas vidas, é o nosso dom e maldição. A isso chamamos de
Encantamento Torpor. E uma vez preso nunca mais se consegue sair. Como podemos
acreditar em amor, se todos aqueles que nos enxergam declaram para os quatro
cantos que nos amam. Mas fomos nós, a nossa natureza é que faz isso. O amor não
existe para sereias.
- Entendo – mas..
Não haveria alguém que realmente sentiu? Alguém que pudesse realmente lhe
ajudar?
- Não é
possível.
Don se calou.
Molhou seu pincel e realizou um traço delicado em um contorno na face exposta
em tela. Um pouco mais fraco, um pouco mais receoso, um pouco mais lento, como
o que julgava crescer dentro de si, mas que agora não tinha mais nome. Apenas o
encantamento torpor...
TO BE
CONTINUED...
UM CONTO POR
JÔNATHAS P FERNANDES
Dedicado a
Thais Barbosa
Mars
13:53
| Author:
Johnny, The King of Neverwhere
No ano de 2050 foram encontradas as primeiras ruínas em
marte. Em frente à TV um velho com os olhos nublados focava a televisão. Sorria
e se lembrava. De olhos. Do cheiro. Do cabelo. Da Voz. Lembranças. O fatídico
momento em que conheceu a garota de marte.
Acho que ninguém se importa realmente com o que aconteceu
naquela noite a não ser os dois protagonistas da história, afinal o destino
estava ocupado demais separando alguns casais para se preocupar particularmente
com os dois.
Ela lhe levou pelas constelações mais distantes, e o fez
acreditar que o homem foi e voltou da lua. Debateu sobre ascendentes e coisas
do Zodíaco.
Ele fechou seus olhos e a segurou forte pelos céus,
queimando como estrelas cadentes até se consumirem e acabaram por terminar a noite com um beijo pontuado.
Não importa quanto tempo se passe, mas ele sempre vai se
lembrar dela. Da garota de Marte.
- Jônathas P Fernandes
|
Ele andava
pela praia despretensiosamente. Admirava as ondas e buscava inspiração. Nada
muito megalomaníaco, talvez uma coisa mais singela como pedaços de esperanças
em uma guerra, ou uma visão aterradora da verdade humana. Ele apenas queria
algo que o tocasse profundamente, como as ondas que se chocavam violentamente
contra a encosta elevada daquele lugar.
Por
não encontrar sua inspiração ele se sentia melancólico e um pouco decepcionado
consigo mesmo, não era por menos, sem sua Obra Prima ele nada mais era do que
um mero pintor de Natureza Morta, nunca podendo ser alvo dos olhares no Centro
de Apoio as Belas Artes. Por isso dedicava suas tardes a continuar andando e rezando.
Pedia por algum sinal divino, ou diabólico, para a sua fama e sucesso. Algum
ser capaz de lhe trazer a boa fortuna, naquela tarde morosa.
Ele
está só. E se sente só. Ao menos uma vez na vida ele deveria vencer, conseguir
ser mais do que só mais um, quem sabe o único a fazer algo realmente original.
E
foi com essas reflexões, acompanhadas de um momento preguiçoso a observar o mar
que ele a viu.
Desmaiada
sobre um dos rochedos havia uma jovem mulher, com seus longos cabelos castanhos
se espalhando em cascatas por suas costas.
Preocupado olhou
para os lados pensando “Ninguém a notou? Onde estão todos? Ninguém vai
ajudá-la?” E todos esses pensamentos que se passa pelas nossas cabeças quando
se nota um problema em que você mesmo não está muito disposto a resolver. Mas
se vendo só e sem absolutamente nenhum bom argumento para impedi-lo ele fez o
que naturalmente, enfatizando não a generalidade dessa frase, mas sim a
especificidades, fez o que qualquer pessoa faria: foi ao socorro da garota.
Aproximando
desconfiado do corpo ele notou alguma coisa que não se encaixava com a
realidade. Sob o reflexo da água surgia um detalhe anatômico totalmente
incondizente com a vida real: Belas escamas que se ocultavam sob a água.
Ainda
incrédulo ele decidiu reunir coragem, engolir em seco e dizer baixinho:
- Hey você! –
Disse com a voz entrecortada – Está tudo bem?
Nenhuma
resposta.
Desceu mais
alguns metros nas pedras e se jogou ao mar. Nadando com dificuldade sentiu o sal
lhe invadir as narinas e queimar seus olhos, mas enfim chegou à pedra erguida
como uma ponta de flecha vinda do fundo do mar.
Admirado não
ousou respirar. Esforço e cautela foram necessários para quebrar o encantamento
e, decidido, com todo o cuidado ele a aconchegou em seu peito.
Com sua mão
fria, devido ao mergulho sob o céu nublado, passou a mão sob o rosto extremamente
quente, o oposto da linda, fria e inexplicável cauda verde brilhante oculta sob
as ondas do mar.
A
casa dele não ficava muito longe, na verdade era necessariamente em frente ao
mar, mesmo assim sabia que não conseguiria levá-la sem despertar a suspeita de
todos os moradores do vilarejo que poderiam notar uma bela mulher com algum
problema no lugar das pernas. Alguns outros moradores mais sábios poderiam
exclamar “MEU DEUS, ISSO É UMA SEREIA?!”, mas com certeza esses seriam
encarados com desdém, chamados de supersticiosos e seriam totalmente condenados
pelos outros senhores mais sensatos daquela respeitosa ilha.
Ele não teve
muita dificuldade em conseguir trazê-la para o carro, uma Pick Up modelo 1989,
que apesar de todos os barulhos estranhos e fumaça nada aceitável que soltava
quando andava, ainda estava em ótima conservação.
O mais difícil
era não notar que, ao invés das pernas bem torneadas, que deveria ser a
continuação daquela estonteante cintura, a senhorita possuía uma invejosa cauda
escamosa esverdeada com uma imensa barbatana em sua extremidade. Isso sim era o
inexplicável.
Tomado
em por uma momentânea e perplexa insanidade, ele dirigiu acompanhando a orla da
praia. Fazia em sua cabeça a contagem muda do tempo que levaria para chegar a
casa. 5 minutos, quatro minutos e trinta e cinco segundos...
Mantinha seu
olhar firme na estrada e não ousava olhar para sua misteriosa acompanhante no
assento ao seu lado, mas de nada valeram seus esforços e freando gradativamente
na borda da pista ele estacionou.
Respirando
pesadamente e com o coração disparado tocou-a gentilmente em sua face pálida.
Colocou sua longa mecha de cabelo atrás da pequena orelha e deslizou seus dedos
pela face, chegando até os seios firmes, com volúpia desceu pela barriga
parando sua mão sob a cauda que estava sob um ângulo quase cômico no apertado
automóvel.
“É real!”
... TO BE
CONTINUED
Um conto
seriado por Jônathas P. Fernandes dedicado a Minha Thata.

Olhando pela janela a cidade parecia ser feita de pequenos vaga-lumes sobre uma selva de pedra. O barulho dos carros era apenas um sussurro do alto do 7º andar. A roldana do elevador ao lado pontuava seu raciocínio e sua idéia de cair do alto do prédio.
Não era nenhuma tendência suicida, era apenas o desejo de voar. Sentir se livre. Alcançar os céus. Mas sabia que apenas iria encontrar o impacto com o chão.
Envolta em um lençol, como um anjo de carne e erotismo ela envolveu seu corpo em um abraço.
-Olá – Ele disse com um meio sorriso, enquanto ela descansava a cabeça em suas costas – Não sabia que estava acordada, senhorita.
Ela calada o olhou nos olhos e por um momento ele achou que ela fitava-lhe a alma.
- Eu sempre te prometi uma história, mas acho que nada poderia se comparar com isso. Esse momento exato. Em que a gente deseja parar o tempo... e... Por Deus, não preciso de nenhuma boa metáfora. Só isso. Isso basta.
Ela ternamente passou a mão pelo seu rosto, enquanto aconchegava sua cabeça no ombro dele. Ele podia ter beijado a garota... Mas preferiu dizer uma coisa estranha no lugar:
“Sua maldita, por que você tinha que ser assim?”